Foto: AgNews
Nana Caymmi durante show no Rio de Janeiro
Sábado, voltou ao assunto. "Estou encerrando essa fase da minha vida. Tenho que ter paz. Vou fazer o mesmo que a Rita (Lee). As pessoas dizem: 'Mas você tem 70 anos e essa voz toda!' Ah, vai se ferrar, não tenho mais estrutura para ouvir baboseira de imprensa. Fazia cinco anos que não cantava no Rio. Não estou mais na idade de cantar de graça."
O público carioca parecia saudoso: os quase 2.500 ingressos postos à venda se esgotaram com antecedência.
Findo o show, o irmão Danilo descartou a aposentadoria. "É cascata! Temos vários compromissos marcados. É um pouco essa questão do luto dela. O público não deixa a Nana parar. A gente nasceu para o palco mesmo."
Ela própria fez piada da decisão: "Eu não tive sossego essa semana, os amigos querendo mesa boa. No dia em que eu tiver mesa boa a uma semana do show, me aposento mesmo. Não sou dona desse buraco". Com a língua solta, como de costume, Nana divertiu a plateia com palavrões ("vim cantar para mim, vocês é que se f."), tiradas debochadas ("paga, que eu faço mais show") e autoelogios ("agora eu vou arrasar").
Nana fez seu repertório clássico: Caymmi ("Dora", "Só Louco", "João Valentão"), Dolores Duran ("Por Causa de Você", "Castigo"), boleros ("Se Queres Saber", "Solamente Una Vez") e suas canções referenciais ("Último Desejo", "Não Se Esqueça de Mim", "Sem Você", "Resposta ao Tempo"). Ao chegar às preferidas da mãe, cantora de rádio, chorou. fonte.ig
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